terça-feira, 11 de maio de 2010

2010 o ano das catástrofes naturais

Por Carlos Rafael, José Otávio e Ana Paula
Sem dúvida o ano de 2010 está sendo marcado por grandes desastres naturais nas Américas. O ano já começou com notícias de catástrofes de todos os tipos. Deslizamento em Angra dos Reis, enchentes em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, terremoto no Haiti, inverno rigoroso na Europa. Milhares de mortos e milhões de desabrigados.

Em meio a tantas tragédias, muita gente se arrisca a dizer que esses acontecimentos são sinais do fim do mundo, citam o Armagedon, o apocalipse, o fim do mundo. Será mesmo o fim dos tempos?

Nos últimos anos, o Brasil tem presenciado inúmeros desastres, em destaque o ano de 2010, marcado por tempestades, enchentes, deslizamentos, entretanto nenhum desses fenômenos poderia ser evitado.

Enfim, o fato é que tais desastres estão atingindo de maneira absurda o ser humano. Por quê? Todos sabemos, é evidente que o próprio homem cria as condições necessárias pra ser atingido, ao provocar o aumento da temperatura do planeta, que interfere no clima, desencadeando as várias tempestades e tantos outros fenômenos.

(Acompanhe o vídeos sobre desastres naturais)


A questão é que devido ao aumento populacional, à crescente urbanização e às tantas outras conquistas do homem pós- moderno, ele acredita que está acima da natureza e pode controlá-la. Não entende que ao construir uma casa, por exemplo, em locais que oferecem risco à sua própria segurança, fragilizados pela natureza, a tendência é que a natureza siga seu percurso natural.

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Não é de hoje que essas tragédias acontecem, o problema é que o mundo não aprende com as experiências. Há muitos e muitos anos que a natureza fala e não é ouvida.

“Em 1999, Galtur, uma cidadezinha turística na parte alpina da Áustria, considerada livre de avalanches, foi atingida por quase 200 toneladas de neve. A uma velocidade de 418 km/h, em menos de um minuto, a avalanche soterrou a cidade: 31 mortos, muitos feridos e muita destruição.

Mas a cidade sobrevivia do turismo. E não ficaria bem perdê-los. A solução foi investir em novas pesquisas, reestruturar a arquitetura das construções, aplicar em segurança e fazer propaganda para, novamente atrair turistas. Quer dizer, lá eles tiraram lições da tragédia” relata Neri Carneiro, Mestre em Educação, Filósofo, Teólogo, Historiador.

É essa postura que qualquer cidadão deve assumir hoje. Tirar lições dessas catástrofes e seguir em frente, porque afinal, o causador e ao mesmo tempo vítima disso tudo é o próprio ser humano.

Fiscalização contra crimes ambientais é realizada em Unidades de Conservação

Por José Otávio, Carlos Rafael e Ana Paula
Uma grande operação de fiscalização foi realizada pela Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, Reserva Biológica do Abufari, Parque Nacional Nascentes do Jarí, e nas terras indígenas (Terra Vermelha e Itiximitari) no período de 20 a 29 de abril. A SDS tinha como objetivo coibir a exploração ilegal nas reservas de conservação e o resultado foi a apreensão de 6.064 quilos de pescado ilegal e ainda em uma quantidade estimada de 1363,44 metros cúbicos de madeira ilegal.


A ação foi realizada em conjunto com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Batalhão de Policiamento Ambiental.


A equipe percorreu Unidades de Conservação estaduais, federais e terras indígenas na área de influência da BR-319, com o objetivo de fiscalizar e conter os ilícitos ambientais praticados contra a fauna e flora, como a exploração de madeira e pesca ilegal. “A fiscalização nas Unidades de Conservação é eficiente para combater a prática a degradação dos recursos naturais. Só assim, poderemos cumprir plenamente com o papel de gestão dessas áreas”, declara Domingos Macedo, coordenador do Ceuc.


Resultado da fiscalização

O trabalho resultou na apreensão de mais de seis mil quilos de pescado ilegal. Sendo 5.950 quilos de jaraqui, matrinxã e curimatã, 74 quilos de tambaqui (ruelo) e 40 quilos de pirarucu seco. Durante a operação, foram autuadas 14 pessoas, totalizando R$ 81.085 mil em multas.

Acompanhe o vídeo sobre desmatamento




Já na atividade de fiscalização madeireira, foi apreendida uma embarcação, 12,41 metros cúbicos de madeira em pranchas, 1.351 metros cúbicos em toras, que estavam sem licenciamento. A madeira foi encontrada no Paraná do Caioé, próxima a Vila do Arumã. Os infratores evadiram do local.

Os peixes apreendidos foram doados para as comunidades de Vila do Arumã, Supiá, Supiazinho da RDS Piagaçu-Purus, e também o Hospital Unidade Mista e Secretaria de Assistência Social do município de Beruri. A madeira apreendida será doada as entidades públicas, após a análise dos processos.

De acordo com o agente de proteção ambiental do CEUC, Reginaldo Freitas, as ações conjuntas de fiscalização e monitoramento irão intensificar este ano. “As parcerias estabelecidas com os órgãos federais e estaduais, contribuem para um trabalho efetivo na fiscalização das Unidades de Conservação”, destaca Freitas.

Com informações da Ascom SDS


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