terça-feira, 22 de junho de 2010


1 - Equipe OCA - Seu Édson há quanto tempo o senhor trabalha com pesca?
pescador:
Eu trabalho há 10 anos, desde 2000, sou muito feliz pelo que faço.


2 - Equipe OCA - Quantos dias vocês levam para chegar no local de pesca do jaraqui?
pescador: (clique no play para ouvir a resposta do pescador)


3- Equipe OCA -Quantos quilos de peixe vocês trazem e qual a espécie?
pescador: Nós trazemos cerca de 12 toneladas só de jaraqui.

4 - Equipe OCA - É dificíl vender todos estes peixes?
pescador: Quando o valor do cento do peixe aumenta ai fica difícil.

5 - Equipe OCA - Quantas pessoas trabalham juntas na pesca do jaraqui na embarcação do senhor?
pescador: Somos 9 pessoas e toda a renda é dividida no final da venda do peixe.

6 - Equipe OCA - Qual a maior dificuldade encontrada por vocês nessa viagem?
pescador: A maior dificuldade é não encontrar o peixe no local que já conhecemos.

7 - Equipe OCA - O Senhor tem outra atividade?
pescador: Não. consigo manter minha família somente com a venda do jaraqui.

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terça-feira, 11 de maio de 2010

2010 o ano das catástrofes naturais

Por Carlos Rafael, José Otávio e Ana Paula
Sem dúvida o ano de 2010 está sendo marcado por grandes desastres naturais nas Américas. O ano já começou com notícias de catástrofes de todos os tipos. Deslizamento em Angra dos Reis, enchentes em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, terremoto no Haiti, inverno rigoroso na Europa. Milhares de mortos e milhões de desabrigados.

Em meio a tantas tragédias, muita gente se arrisca a dizer que esses acontecimentos são sinais do fim do mundo, citam o Armagedon, o apocalipse, o fim do mundo. Será mesmo o fim dos tempos?

Nos últimos anos, o Brasil tem presenciado inúmeros desastres, em destaque o ano de 2010, marcado por tempestades, enchentes, deslizamentos, entretanto nenhum desses fenômenos poderia ser evitado.

Enfim, o fato é que tais desastres estão atingindo de maneira absurda o ser humano. Por quê? Todos sabemos, é evidente que o próprio homem cria as condições necessárias pra ser atingido, ao provocar o aumento da temperatura do planeta, que interfere no clima, desencadeando as várias tempestades e tantos outros fenômenos.

(Acompanhe o vídeos sobre desastres naturais)


A questão é que devido ao aumento populacional, à crescente urbanização e às tantas outras conquistas do homem pós- moderno, ele acredita que está acima da natureza e pode controlá-la. Não entende que ao construir uma casa, por exemplo, em locais que oferecem risco à sua própria segurança, fragilizados pela natureza, a tendência é que a natureza siga seu percurso natural.

acompanhe



Não é de hoje que essas tragédias acontecem, o problema é que o mundo não aprende com as experiências. Há muitos e muitos anos que a natureza fala e não é ouvida.

“Em 1999, Galtur, uma cidadezinha turística na parte alpina da Áustria, considerada livre de avalanches, foi atingida por quase 200 toneladas de neve. A uma velocidade de 418 km/h, em menos de um minuto, a avalanche soterrou a cidade: 31 mortos, muitos feridos e muita destruição.

Mas a cidade sobrevivia do turismo. E não ficaria bem perdê-los. A solução foi investir em novas pesquisas, reestruturar a arquitetura das construções, aplicar em segurança e fazer propaganda para, novamente atrair turistas. Quer dizer, lá eles tiraram lições da tragédia” relata Neri Carneiro, Mestre em Educação, Filósofo, Teólogo, Historiador.

É essa postura que qualquer cidadão deve assumir hoje. Tirar lições dessas catástrofes e seguir em frente, porque afinal, o causador e ao mesmo tempo vítima disso tudo é o próprio ser humano.

Fiscalização contra crimes ambientais é realizada em Unidades de Conservação

Por José Otávio, Carlos Rafael e Ana Paula
Uma grande operação de fiscalização foi realizada pela Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, Reserva Biológica do Abufari, Parque Nacional Nascentes do Jarí, e nas terras indígenas (Terra Vermelha e Itiximitari) no período de 20 a 29 de abril. A SDS tinha como objetivo coibir a exploração ilegal nas reservas de conservação e o resultado foi a apreensão de 6.064 quilos de pescado ilegal e ainda em uma quantidade estimada de 1363,44 metros cúbicos de madeira ilegal.


A ação foi realizada em conjunto com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Batalhão de Policiamento Ambiental.


A equipe percorreu Unidades de Conservação estaduais, federais e terras indígenas na área de influência da BR-319, com o objetivo de fiscalizar e conter os ilícitos ambientais praticados contra a fauna e flora, como a exploração de madeira e pesca ilegal. “A fiscalização nas Unidades de Conservação é eficiente para combater a prática a degradação dos recursos naturais. Só assim, poderemos cumprir plenamente com o papel de gestão dessas áreas”, declara Domingos Macedo, coordenador do Ceuc.


Resultado da fiscalização

O trabalho resultou na apreensão de mais de seis mil quilos de pescado ilegal. Sendo 5.950 quilos de jaraqui, matrinxã e curimatã, 74 quilos de tambaqui (ruelo) e 40 quilos de pirarucu seco. Durante a operação, foram autuadas 14 pessoas, totalizando R$ 81.085 mil em multas.

Acompanhe o vídeo sobre desmatamento




Já na atividade de fiscalização madeireira, foi apreendida uma embarcação, 12,41 metros cúbicos de madeira em pranchas, 1.351 metros cúbicos em toras, que estavam sem licenciamento. A madeira foi encontrada no Paraná do Caioé, próxima a Vila do Arumã. Os infratores evadiram do local.

Os peixes apreendidos foram doados para as comunidades de Vila do Arumã, Supiá, Supiazinho da RDS Piagaçu-Purus, e também o Hospital Unidade Mista e Secretaria de Assistência Social do município de Beruri. A madeira apreendida será doada as entidades públicas, após a análise dos processos.

De acordo com o agente de proteção ambiental do CEUC, Reginaldo Freitas, as ações conjuntas de fiscalização e monitoramento irão intensificar este ano. “As parcerias estabelecidas com os órgãos federais e estaduais, contribuem para um trabalho efetivo na fiscalização das Unidades de Conservação”, destaca Freitas.

Com informações da Ascom SDS


Amazônia já perdeu 17% de sua floresta

PF prende 3 mil peixes ornamentais para venda ilegal

terça-feira, 20 de abril de 2010

Índios recebem atendimento médico em Manaus

Por Ana Paula Sena, Carlos Rafael e José Otávio

Mais de 25 famílias indígenas da etnia Sateré-Mawé, que vivem na área do Conjunto Santos Dumont, no bairro da Paz, zona Oeste de Manaus participaram, no último dia 14 de abril, de uma programação especial organizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Distrito de Saúde Oeste (Disa Oeste).

A atividade fez parte da programação do Dia do Índio, comemorado em 19 de abril, o evento incluiu atendimento médico e de enfermagem, além de ações educativas com foco em saúde bucal.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, uma das metas da Prefeitura de Manaus é a implantação sistemática das ações de saúde indígena nas unidades da rede. “O objetivo foi garantir atendimento de forma integrada e primando pelo respeito às concepções culturais dos indígenas sobre as doenças”, ressaltou.

O secretário frisou que, desde 2009, a Semsa passou a incluir informações sobre as etnias e as comunidades indígenas de Manaus no Gerenciador de Informações Locais (GIL), cadastro feito por todos os usuários atendidos nas Unidades Básicas de Saúde. A medida é importante para a criação de indicadores e o desenvolvimento de novas políticas públicas para os indígenas.

O atendimento foi realizado por equipes da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) e incluiu procedimentos como a aferição de pressão arterial e controle de glicemia.

No dia 16 de abril (sexta-feira), foi a vez dos servidores da Semsa que trabalham no Complexo Administrativo localizado no Conjunto Santos Dumont que receberam a visita dos Sateré-Mawé.
Eles fizeram uma apresentação cultural, com o Canto Indígena expondo seus produtos artesanais num espaço do complexo. “Esse tipo de atividade nos permite construir uma maior aproximação com a comunidade indígena que vive na área”, afirma a diretora do Disa Oeste, Luciana Fabrício.

Origem

A população indígena que se encontra na cidade de Manaus, em sua maioria, é proveniente do alto rio Negro, mas também tem pessoas do alto Solimões. De acordo com registros do Disa Oeste, 25 famílias Sateré-Mawé residem no Conjunto Santos Dumont, totalizando 110 pessoas, divididas em duas comunidades. Eles recebem ações de educação em saúde e assistência médica por meio da UBSF e da Unidade Básica de Saúde Santos Dumont. Na zona Oeste também existem comunidades indígenas na Compensa e no Tarumã, nas etnias Mura, Baré, Tikuna e Kambeba.

Na zona Norte há os Tikuna e os Deni, no bairro Cidade de Deus. Na zona Leste estão os Cokama e outros representantes da etnia Sateré-Mawé, no Ramal do Brasileirinho. Os Dessana podem ser encontrados no Igarapé da Castanheira, zona Sul.

Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2001, mais de 7 mil índios de diferentes grupos étnicos vivem em Manaus sendo, 646 na área rural de Cuieiras. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no entanto, estima que a população indígena em Manaus ultrapasse os 10 mil.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Educação ambiental será tema de evento em Manaus

Por Ana Paula Sena, Carlos Rafael e José Otávio

Nos dias 15 a 18 de junho, em Manaus, acontecerá a 1ª Mostra e Intercâmbio de Experiências em Educação Ambiental na Amazônia o evento é paralelo ao Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade da Amazônia, promovido pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o seminário deverá contar com a participação efetiva da Prefeitura de Manaus não só no apoio ao evento, mas também na exposição das experiências em educação ambiental e sustentabilidade, desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

O órgão terá um estande na mostra com os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano passado pela Semmas, no âmbito da criação de corredores ecológicos, arborização de quintais urbanos, apoio a projetos de educação ambiental e sustentabilidade em áreas protegidas e na área de aproveitamento de resíduos, entre outras ações.


A mostra acontecerá no hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), no Campus Norte da Ufam. A parceria com a universidade foi firmada no último mês de março entre o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, e o coordenador do Centro de Ciências do Ambiente (CCA), da Ufam, professor Henrique Pereira, a diretora de Divisão de Formação de Recursos em Educação Ambiental do CCA, Maria Olívia Ribeiro Simão, e o diretor do Centro, Ernesto César.

O seminário e a mostra pretendem trazer para Manaus representantes de diversas instituições de ensino e pesquisas internacionais de países como Holanda, Suécia, Alemanha, França, Portugal, China, entre outros.

Finalidade

A finalidade será promover um intercâmbio de experiências entre as instituições e dotar Manaus de projetos na área de sustentabilidade visando a Copa do Mundo em 2014. A mostra reunirá projetos desenvolvidos por empresas, associações comunitárias, escolas e organizações não-governamentais na área de meio ambiente e sustentabilidade.

Entre os projetos a serem apresentados pela Semmas está o de reaproveitamento de resíduos que envolve comunidades na RDS do Tupé transformando algo sem utilidade em recurso para os moradores. O projeto é desenvolvido em parceria com o ICLEI - Governos Locais para Sustentabilidade.

Conheça mais sobre o assunto



Fonte: neccint.wordpress.com